Um dos mais importantes cientistas do seu tempo abriu o campo da espectroscopia química
Hoje em dia é muito fácil encontrarmos num laboratório científico aquilo a que chamamos de «bico de Bunsen», dispositivo indispensável para a realização de diversas experiências. Foi concebido por Robert Wilhelm Bunsen, um químico de elevada distinção que nasceu há 200 anos, completados no passado dia 31 de Março. No tempo que Bunsen dedicou à ciência (88 anos), concebeu ainda o eléctrodo de carbono, descobriu elementos químicos como o césio e o rubídio, ao lado de Gustav Kirchhoff, e foi conselheiro de importantes químicos, como Dmitri Mendeleev, Adolf von Baeyer, Fritz Haber e Philipp Lenard.
Bunsen nasceu em 1811 no seio de uma família de académicos e era o mais novo de quatro filhos. Estudou Química na Universidade de Göttingen, formando-se com 19 anos. Depois de uma viagem pela Europa, durante a qual conheceu outros cientistas como Carl Runge, Justus von Liebig e Eilhard Mitscherlich, voltou a Göttingen, agora como professor.
Bunsen nasceu em 1811 no seio de uma família de académicos e era o mais novo de quatro filhos. Estudou Química na Universidade de Göttingen, formando-se com 19 anos. Depois de uma viagem pela Europa, durante a qual conheceu outros cientistas como Carl Runge, Justus von Liebig e Eilhard Mitscherlich, voltou a Göttingen, agora como professor.
Dedicou-se à experimentação, passando muito tempo em laboratório a investigar a composição de químicos. Centrou as suas experiências iniciais nas propriedades do arsénico, em particular numa substância chamada cacodílico, conseguindo encontrar um antídoto para o envenenamento por arsénico: o óxido de ferro hidratado, investigação essa que decorreu com alguns percalços pois quase morreu envenenado com aquela substância e perdeu a visão de um olho devido a uma explosão no laboratório.
Desenvolveu o chamado «bico de Bunsen», cuja função é o aquecimento por combustão de gás, a partir de um dispositivo desenhado pelo químico inglês Michael Faraday, na altura um pouco mais velho do que ele, o que tornou possível, pela primeira vez, observar, sem interferência, as linhas de emissão espectral de elementos como o rubídio e o césio, que foram por si descobertos.
Para além de ser um excelente cientista, foi um dedicado docente e deu aulas nas universidades de Marburgo, Breslau e Heidelberg. Aposentou-se nesta última em 1889, após ter leccionado e investigado mais de 30 anos na mesma universidade.
Este dotado homem da ciência não só deu o nome ao bico de Bunsen, mas também a outros instrumentos, como o efusiómetro de Bunsen, um dispositivo que permite determinar a densidade de um gás por medição da velocidade de escoamento deste através de um orifício, e o fotómetro de Bunsen, que serve para comparar intensidades luminosas.Depois da reforma, aos 78 anos, dedicou-se a outros dos seus interesses, como a geologia e a mineralogia. Morreu 10 anos depois, em Heidelberg.

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