sábado, 30 de abril de 2011

Colonização - Ceres

Foi durante 150 anos considerado um asteróide devido principalmente à sua localização. Orbita o sol a 17,882 km/s entre Marte e Júpiter na cintura de asteróides e é o corpo mais maciço da região.
 Possui um diâmetro de 950 km e uma massa de 9,5×1020 kg. Apresenta apenas vestígios de pressão atmosférica e a sua temperatura é reduzida, comparando com a Terra, variando entre os -106ºC e os -34ºC. O seu Albedo é de 0,113, pois uma vez que a atmostfera é vestigial, a superfície é fortemente atingida por radiação proveniente do sol.
 Foi adoptado como Planeta Anão em Agosto de 2006 por não possuir uma órbita desempedida (tal como Plutão). Não possui campo magnético e apesar de possuir baixa gravidade, possui recursos hídricos sobre a forma de gelo (cerca de 1/10 da água da Terra) e uma grande exposição à luz solar, o que já levou os cientistas a colocar uma hipótese. A hipótese de uma futura colonização (tal como em Marte).
Estima-se que Ceres seja composto por um núcleo rochoso, e uma superfície de poeiras que cobre o seu manto abundante em água (25% da sua constituição - possui mais água doce do que a Terra).

domingo, 24 de abril de 2011

Telescópio Hubble lançado há 21 anos

Telescópio espacial Hubble
No dia 24 de Abril de 1990 o telescópio Hubble foi lançado para o espaço a bordo do space shuttle Discovery. Este telescópio é um projecto conjunto da NASA e da ESA. O telescópio foi idealizado nos anos 40, projectado nos anos 70 e 80 e após vários precalços lançado nos anos 90.
O Hubble tornou pela primeira vez possível vermos o Universo como ele é, permitiu-nos obter uma visão mais racional e ampla de como é a matéria que nos rodeia.
O telescópio espacial Hubble foi assim denominado em homenagem ao astrónomo Edwin Hubble que descobriu que o Universo se está a expandir.


Aconselhamos a visista ao site www.hubblesite.org para mais informações e para verem imagens fantásticas tiradas pelo telescópio.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Yuri Gagarin's First Orbit

Apresentamos um filme que foi filmado a bordo da estação espacial internacional, e mostra a Terra exactamente do mesmo ponto e da mesma hora que Yuri Gagarin viu há 50 anos.
O filme está disponível para download gratuito no site oficial da iniciativa: http://www.firstorbit.org/watch-the-film

Yuri Gagarin chegou à lua há 50 anos

Yuri Gagarin
A 12 de Abril de 1961, oito anos antes de Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisarem a superfície lunar, Yuri Gagarin foi o primeiro homem no espaço, foi também o primeiro a entrar na órbita terrestre. O voo organizado pela antiga URSS teve uma duração de 108 minutos e um máximo de 327 km de afastamento em relação à Terra.
O astronauta foi lançado para o espaço na nave Vostok 1, às 9h07min da hora local. A nave era totalmente automatizada e portanto, Gagarin teve o papel de um autêntico espectador, tendo permanecido sempre sentado durante a viagem.
Após chegar da sua jornada um jornalista perguntou a Gagarin como era o céu "lá em cima" e o astronauta respondeu: "Escuro, camarada, muito escuro.".

terça-feira, 12 de abril de 2011

Planeta Azul

Neptuno, oitavo planeta do sistema solar também conhecido como Planeta Azul. Ao contrário do que se possa pensar, esta designação não provém da presença de H2O no planeta, mas sim, da sua cor azul. Foi então baptizado como o Deus dos mares após ter sido descoberto em 23 de Setembro de 1846, séc. XIX.
É de facto, um planeta gasoso que tem 17 vezes a massa da Terra. Se fosse oco, poderia conter 60 Terras no seu interior.

Encontra-se a uma temperatura entre 2000 K a 5000 K.
Possui um diâmetro de 49,500 km, e por estar tão afastado do sol (4,504,300,000 km), o seu perído de translação é de 165 anos. Já o seu período de rotação é mais reduzido do que o da Terra, tendo uma duração aproximada de 16h. Orbita o sol a uma velocidade de 23,5 km/s.
A atmosfera deste planeta gigante é essencialmente composta por hélio, hidrogénio, água, azoto e metano, e é deste último elemento químico de que provém a sua coloração. Já o núcleo é composto por ferro, níquel e silicatos.
Neptuno é frequentemente atingido por violentas tempestades nas quais a Voyager detectou ventos a uma velocidade de 2000 km/h. Por este facto, são muitas vezes vistas manchas à superfície do planeta, o que pode ser comparado à actividade de Júpiter. É por esta razão que O Planeta azul é considerado um planeta dinâmico.
O planeta possui 4 anéis de reduzidas dimensões e que os cientístas julgam oriundos das colisões entre asteróides e as 13 luas de Neptuno devido ao seu acentuado campo magnético (núcleo metálico).
A maior lua de Neptuno é Tritão, mas ao contrário das restantes 12 luas, os cientístas colocaram recentemente a hipótese de Tritão não de ter formado a partir de Neptuno, mas ter vindo do exterior do sistema solar após ter sido capturada pelo campo magnético do mesmo.
Ainda hoje, com o desenvolvimento da ciência, Neptuno é um dos mais misteriosos e intrigantes planetas do sistema solar, mas que devido às semelhanças que apresenta com a composição química da Terra, pode ser fundamental para as mais diversas investigações científicas.

domingo, 3 de abril de 2011

Semana Aberta na Escola Secundária de Valongo

Os jovens estudantes dedicam, durante o ano lectivo, a sua vida à aprendizagem. Agora é a vez de eles poderem transmitir os conhecimentos que adquirem, bem como o seu trabalho, nesta Semana Aberta que decorre dos dias 4 a 8 de Abril, na Escola Secundária de Valongo.
Palestras, workshops, exposições, concursos, jogos e actividades de ar livre são um pouco daquilo que cada um que se queira dirigir à escola para a visitar nesta semana poderá encontrar.
Uma vez que nos encontramos no Ano Internacional das Florestas e da Química, os trabalhos dos alunos andarão na base deste tema.
É uma óptima oportunidade para conhecer o concelho em que a escola se insere, pois a cultura valonguense é sempre mencionada e exposta à curiosidade de quem a desconhece, sendo associada, nas actividades dos alunos, ao tema que se está a trabalhar.
Venham visitar-nos!


Para mais informações sobre o programa da Semana Aberta na Escola Secundária de Valongo, consulte o link: http://www.esec-valongo.rcts.pt/saberta.htm 

Robert Bunsen nasceu há 200 anos

Um dos mais importantes cientistas do seu tempo abriu o campo da espectroscopia química

Hoje em dia é muito fácil encontrarmos num laboratório científico aquilo a que chamamos de «bico de Bunsen», dispositivo indispensável para a realização de diversas experiências. Foi concebido por Robert Wilhelm Bunsen, um químico de elevada distinção que nasceu há 200 anos, completados no passado dia 31 de Março. No tempo que Bunsen dedicou à ciência (88 anos), concebeu ainda o eléctrodo de carbono, descobriu elementos químicos como o césio e o rubídio, ao lado de  Gustav Kirchhoff, e foi conselheiro de importantes químicos, como Dmitri Mendeleev, Adolf von Baeyer, Fritz Haber e Philipp Lenard.
Bunsen nasceu em 1811 no seio de uma família de académicos e era o mais novo de quatro filhos. Estudou Química na Universidade de Göttingen, formando-se com 19 anos. Depois de uma viagem pela Europa, durante a qual conheceu outros cientistas como Carl Runge, Justus von Liebig e Eilhard Mitscherlich, voltou a Göttingen, agora como professor.
Dedicou-se à experimentação, passando muito tempo em laboratório a investigar a composição de químicos. Centrou as suas experiências iniciais nas propriedades do arsénico, em particular numa substância chamada cacodílico, conseguindo encontrar um antídoto para o envenenamento por arsénico: o óxido de ferro hidratado, investigação essa que decorreu com alguns percalços pois quase morreu envenenado com aquela substância e perdeu a visão de um olho devido a uma explosão no laboratório.
Desenvolveu o chamado «bico de Bunsen», cuja função é o aquecimento por combustão de gás, a partir de um dispositivo desenhado pelo químico inglês Michael Faraday, na altura um pouco mais velho do que ele, o que tornou possível, pela primeira vez, observar, sem interferência, as linhas de emissão espectral de elementos como o rubídio e o césio, que foram por si descobertos.
Para além de ser um excelente cientista, foi um dedicado docente e deu aulas nas universidades de Marburgo, Breslau e Heidelberg. Aposentou-se nesta última em 1889, após ter leccionado e investigado mais de 30 anos na mesma universidade.
Este dotado homem da ciência não só deu o nome ao bico de Bunsen, mas também a outros instrumentos, como o efusiómetro de Bunsen, um dispositivo que permite determinar a densidade de um gás por medição da velocidade de escoamento deste através de um orifício, e o fotómetro de Bunsen, que serve para comparar intensidades luminosas.

Depois da reforma, aos 78 anos, dedicou-se a outros dos seus interesses, como a geologia e a mineralogia. Morreu 10 anos depois, em Heidelberg.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Novo mapa mostra variações no campo gravitacional terrestre

Mapa gravitacional da Terra. ESA









A Terra e seu campo gravitacional não possuem uma forma redonda, mas uma forma achatada, por este motivo o campo gravitacional terrestre não é uniforme existindo variações na força gravitacional, além de que as camadas das Terra não têm a mesma constituição. Já era do conhecimento dos cientistas que o campo gravitacional era mais forte nos pólos e mais fraco no Equador. Agora, é possível ter uma ideia mais ou menos exacta da variação da força gravítica em todo o globo terrestre, graças ao mapa construído pelos dois satélites GRACE (Gravity Recovery And Climate Experiment), que foi lançado hoje pela ESS.

A partir deste novo elemento os cientistas poderão estudar a variação do nível das águas e compreender melhor a sua origem. Poder-se-à  compreender melhor a constituição do interior da Terra, entre  muitos outros assuntos da Ciência que poderão ser melhorados!

Através deste pequeno "levantar do véu" é possível perceber que o melhor lugar da Terra para perder peso é a Índia, onde o peso de uma pessoa é 1% menor que o normal! (Para quem não sabe peso e massa são conceitos diferentes. A nossa massa é sempre a mesma, mas o nosso peso varia com a aceleração da gravidade).

Curiosidades:
  • Os valores obtidos pelos satélites foram aumentados pelo menos 10 000 vezes, dado que nos valores reais as variações do campo gravitacional seriam quase imperceptíveis!
  • Os dados processados demorarão alguns anos a estar disponíveis, uma vez que alguns cálculos envolvem a resolução de equações com pelo menos 100 variáveis!